Cine São Luis!

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Relíquia de Fortaleza...
Aqui diz:

"O Cine São Luís completa hoje 50 anos de fundação. É um aniversário sem muito o que comemorar, uma vez que vivemos uma época em que o Centro da cidade deixou de ser visto como local de lazer e entretenimento para os moradores da cidade. Cada vez mais, os espectadores das telonas se dirigem aos shoppings, ambientes artificiais e símbolos da "modernidade". Assim, cinemas tradicionais como o Diogo foram sendo fechados e substituídos por galerias onde se amontoam lojas de artigos miúdos.
O velho São Luís insiste em não fechar suas portas e se ostenta como símbolo de uma época em Fortaleza. Afinal, quem foi adolescente nos anos oitenta certamente freqüentou o São Luís, ainda que para assistir os filmes dos Trapalhões".

Aqui diz outra coisa:

"Cine São Luiz, de Fortaleza (CE), fechou as portas no último dia 19. Localizado de frente para a Praça do Ferreira, no centro, o São Luiz era o último sobrevivente de uma cadeia de cinemas de Fortaleza que marcaram época na cidade nos anos 1950 e 1960.

Quando foi inaugurado em 1958, com o filme Anastacia, (se posso confiar na memória - nota do autor do blog), de Anatole Litvak, com Ingrid Bergman e Yul Brynner, o São Luiz veio se juntar ao Diogo, Moderno, Majestic, Rex, Samburá, Jangada, Araçanga e Tuaçu; os 4 últimos pertenciam à empresa Cinemar (concorrente da Luiz Severiano Ribeiro) , a qual continha uma particularidade curiosa: as denominações dos cinemas eram ligadas a coisas do mar. O novo cinema era o primeiro de Fortaleza (acredito que um dos raros do Nordeste) a possuir sistema de ar-condicionado, mas, em contrapartida, a sua direção impunha ao espectador o uso de paletó, uma prática que se manteve até a década de 70".
Obs.: "Os convites para a inauguração foram acirradamente disputados por importantes personagens da sociedade fortalezense, alguns dos quais chegaram a fazer ameaças no sentido de obter acesso ao grandioso evento".

Eu sou dessa época (risos). Frequentei o Cine São Luis quando os homens eram obrigados a usar paletó e as mulheres se vestiam com roupas chic's.

Vale lembrar:

"Durante 20 anos, a cidade havia aguardado com grande interesse a inauguração da monumental sala anunciada como a mais moderna e suntuosa do Brasil. A construção do edifício São Luiz foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial, em parte pelas dificuldades da compra de material importado para o cinema, que utilizou mármore de Carrara e lustres tchecos em sua monumental sala de espera":







Projeto elogiável

"Construído para funcionar como cinema e teatro, com palco de extensa dimensão, fosso de orquestra e confortáveis camarins, o São Luiz só veio a ser utilizado como sala de espetáculos depois de funcionar como Centro Cultural Sesc-Severiano Ribeiro, após convênio firmado para evitar seu definitivo fechamento. Campanhas promovidas por cinéfilos e pela mídia fortalezense foram decisivas para que a mais tradicional sala cinematográfica da cidade continuasse a existir, não se transformando em cenário de seitas caça-níqueis, ávidas de espaços em locais de grande movimentação urbana.

Resta agora a esperança de que se materialize a intenção da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), no sentido de restituir por completo ao São Luiz sua dignidade e funcionalidade originais, institucionalizando-o, também, como local permanente para apresentações de espetáculos de música, teatro e outras manifestações culturais. Será um resgate apreciável sob todos os aspectos, pelo qual os fortalezenses e a cultura cearense ficarão penhoradamente gratos".

Curiosidade: "O cinquentenário Cine São Luiz ficou lotado para a exibição do documentário Waldick Soriano: Sempre no Meu Coração, estréia da atriz Patrícia Pillar como diretora. Recuperando-se de cirurgia, Waldick não pôde comparecer".

Waldick é revivido com filme, DVD e CD ao vivo:
Waldick Soriano ao Vivo foi gravado em dois shows realizados pelo intérprete no Cinema do Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, na cidade de Fortaleza (CE).

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